A nostalgia de quem acompanhou a “WWECW” no canal FX

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Quem começou a acompanhar a WWE na época do SBT, sabe que RAW e SmackDown tinham a companhia da ECW como shows semanais da empresa norte-americana. O programa passava no canal FX para o Brasil e, após o cancelamento da emissora de Sílvio Santos, passou a ser a ÚNICA atração da empresa transmitida para o país. E isso por um bom tempo. 

Pois bem, quero celebrar o final da era do “Renascimento da ECW” (também conhecida como WWECW), mas acho justo puxar um pouco história começando por 2003.

Depois de marcar época em acontecimentos que você pode conferir no especial maravilhoso do Rádio de Pilhadriver sobre a empresa, a WWE adquiriu os direitos da marca. Realizou alguns especiais, mas, em 2006, resolveu levar o plano a um novo patamar.

Com o sucesso nas vendas de conteúdos e produtos da ECW, a empresa de Vince McMahon reativou os shows semanais e definiu a marca como uma terceira brand, que era independente de RAW e SmackDown. Neste início tivemos um roster bem peculiar.

Vejam:

Big Show

Cm Punk

Elijah Burke

Hardcore Holly

Joey Mercury

John Morrison

Justin Credible

Kid Kash

Mike Knox

Monty Brown

Test

Little Guido

Tanaka

Psicosis

RVD

Sabu

Sandman

Stevie Richards

Super Crazy

Tajiri

Tommy Dreamer

Tony Mamaluke

Kurt Angle

Sim, íamos de Super Crazy e Sabu para os jovens CM Punk e Elijah Burke, tudo isso com Paul Heyman no comando. Eram os “ECW Originals” e a “Nova Geração”. Aos poucos, as coisas foram mudando, os lutadores da velha guarda foram deixando o show, cada um por um motivo, e a renovação foi acontecendo.

Com isso as críticas aumentaram. A ECW já não tinha nada a ver com a ECW. A saída de Heyman no final do primeiro ano e a vontade da WWE em promover cada vez mais novas estrelas vindas de seus territórios de desenvolvimento tornaram o show cada vez menos fiel ao original e cada vez mais uma terceira brand para a empresa. 

Entre 2006 e 2008 tivemos os seguintes campeões: Rob Van Dam, Big Show, Bobby Lashley (2x), Vince McMahon (entenda pesquisando sobre o Backlash 2007), John Morrison, CM Punk, Chavo Guerrero, Kane, Mark Henry e Matt Hardy.

 

Pois bem, aí entra a “geração FX”, que me incluo, e chegamos no motivo deste post. Vou pegar o recorte 2009 até o final da ECW. O momento é totalmente renegado pelos fãs mais antigos da ECW, uma vez que nada de extremo estava em jogo.

Foram embora os palcos especiais, os cortes de câmera diferenciados e as entradas pelo meio da crowd. Agora, era apenas um terceiro show, com as características de RAW e SmackDown. Era um programa criticado semana após semana, mas por alguns aspectos, gera uma nostalgia em mim e em muitos fãs brasileiros.

O canal por assinatura exibia as lutas aos sábados, por volta das 21h. Tudo gravado, é claro, mas já era difícil saber notícias da WWE no Brasil, quanto mais spoilers. Enquanto durante a semana eram madrugadas na Justin TV para conseguir ver RAW e SmackDown travando de 5 em 5 minutos, a ECW era a oportunidade de ver tudo em ótima imagem e som.

O grande ídolo, para quem viu a ECW nesta época, foi Christian. Ele acabou com o reinado de Jack Swagger, o clássico heel arrogante, em 26 de abril de 2009, no Backlash. Foi quase um ano de domínio, com uma pequena interrupção de Tommy Dreamer que pegou o cinturão em junho e perdeu no mês seguinte, em uma justa homenagem à sua história na empresa.

A era FX ainda viu o surgimento de Tyson Kidd, sempre acompanhado de Natalya. Estava óbvio para quem via, que Kidd era um grande lutador que surgia na WWE. A própria Natalya se envolveu em algumas lutas com Alicia Fox e, pasmem, são as únicas lutadoras da época que seguem na empresa sem ter saído dela. Além delas, Brie e Nikki Bella também apareciam pela ECW e, se ainda considerarmos elas como parte do roster da WWE, elas se unem a Nattie e Alicia nesta lista de histórias longas na empresa.

Os voos de Evan Bourne e Kofi Kingston, os brucutus Vladmir Kozlov e Ezekiel Jackson, a nojeira de Boogeyman, o surgimento da dupla The Miz & John Morrison, o simpático Yoshi Tatsu, e o fulminante Sheamus estão entre as boas lembranças da época.

Até uma lembrança ruim me dá uma certa nostalgia. O “The Abraham Washington Show” era apresentado pelo entrevistador Abraham Washington, obviamente. Meu deus, como era chato. Lembro de ler na época que as pessoas cantavam “isso é mesmo necessário?” quando iniciavam aqueles 15 minutos mortos do show que só tinha uma hora.

Em fevereiro de 2010, o ECW teve seu último episódio com Christian perdendo seu cinturão para Ezekiel Jackson, o que foi um crime.

Enfim, depois disso o NXT chegou, o WWE Superstars foi criado e a FX seguiu exibindo em sua programação este conteúdo secundário da empresa.

Eu confesso que não sei ao certo quando descobri que passava o ECW no canal e quando comecei a assistir. Mas, lembro que longe da era dos spoilers e da informação em tempo real, era muito legal assistir ao show de uma hora e sonhar com a RAW e SmackDown de volta à televisão brasileira. Era demais torcer por Christian, imaginar o futuro de Sheamus e rezar para que Abraham Washington calasse a boca.

É claro que não tinha nada a ver com a ECW. Na verdade esse show deveria ter outro nome, o que daria muito mais popularidade e menos críticas. Pensem em um WWE Main Event com campeão próprio e estreias constantes. Como nem de longe eu sabia direito a história da ECW e era apenas um jovem apreciador da WWE, guardei ótimas lembranças da época, do FX e de tudo que envolveu aquele momento.

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