Um Hell in a Cell empolgante, com final questionável

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O Hell in a Cell 2018 pode ser definido como aquele lutador que está lá em cima da tela, a vários metros de altura, se exibindo e levando a torcida a loucura. Aí, alguém chega e empurra ele lá de cima.

Foi um grande evento. Estava difícil sair da frente da tela. Uma luta boa atrás da outra e, isso, a partir da ideia de um evento enxuto, com poucos, mas interessantes combates.

New Day, Rusev e English aqueceram a noite com um combate agitado, ao estilo New Day. Não foi dessa vez que o búlgaro saiu com o título após o surgimento do “Rusev Day”. Um kickoff interessante.

E a noite, pra valer, não poderia começar melhor.

Jeff Hardy e Randy Orton, um combate nostálgico para os fãs brasileiros, entregaram tudo de si dentro do ringue. Os voos de Hardy, por mais que nos deixem apreensivos por conta de sua idade, ainda entregam um belo espetáculo visual. A agonia da combinação entre Orton, uma chave de fenda e a orelha de Jeff também merece destaque. A quanto tempo não virávamos a cara (de agonia) em uma cena da WWE?

No fim, Jeff nos presenteou com mais uma grande acrobacia, que, infelizmente para ele, terminou de cara na mesa, com vitória para Orton.

Na sequência aquela luta em que todos estavam no mesmo barco. A torcida para Becky Lynch. Tinha que ser ontem. A carreira da irlandesa já não poderia mais ficar longe do cinturão do SmackDown. Luta movimentada, torcida apreensiva, mas a WWE cumpriu o que se esperava, dando um novo reinado para Becky Balboa.

Uma das lutas mais aguardadas da noite veio em seguida, com Dolph & Drew x Seth x Dean. Aquela energia guardada por meses no corpo de Ambrose se uniu às ótimas fases dos outros três envolvidos na luta. Não tinha como dar errado. Muita força no ringue, uma luta que hipnotizou os fãs e um final inesperado, pelo menos pra mim, com a vitória dos campeões.

OH, WENDY!

A história de Samoa Joe e AJ Styles apareceu. O clássico ódio que envolve a família. Sabíamos que não terminaria ali, mas como dar sequência? A WWE optou pelo “erro de arbitragem”. A luta dispensa comentários. Estamos falando de dois mestres da arte do PW.

Outra sequência veio com Miz & Maryse x Bryan & Brie. Em princípio, as duas lutadoras foram poupadas do combate. Muita provocação envolvida e tudo aquilo que gostamos de ver nos dois atletas. No final veio o confronto entre as lutadoras e o golpe de inteligência de Maryse que deu a vitória para a família Mizanin.

Assim, naturalmente e sem ver o tempo passar chegamos ao penúltimo combate da noite. Alexa Bliss mostrou um pouco mais de suas habilidades, mirou as costelas da campeã, mas não tem jeito. Ronda Rousey segue mostrando seu crescimento, sua dedicação e o porquê da nossa aposta de que será uma atleta de elite no PW.

Hora do main event.

Difícil projetar o que a WWE planejava para Roman e Braun. Qualquer vitória teria seu lado plausível. Luta movimentada, muita força, Braun mais dominante, tudo dentro dos conformes. Alguém teria que subir lá na gaiola e a surpresa ficou por conta dos personagens. Foram os mesmos Drew, Dolph, Seth e Dean que protagonizaram um ótimo combate mais cedo que ficaram com esta missão, para delírio de todos nós.

No meio disso, um Mick Foley meio perdido como árbitro, claramente estando ali apenas para homenagear a sua história com Undertaker naquela cela.

Bom, chegamos no final questionável. Brock Lesnar apareceu. Não me perguntem porque. Não imagino que ele vá aparecer outras vezes em um futuro próximo, mas lá estava a “Besta”. Deu um pé na porta, bateu em Roman e Braun e foi embora. Até aí, ainda tudo ok.

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Mas… veio, pra mim, o grande erro. O árbitro encerrou a luta. Não há sentido aqui. São dois monstros. Eles NUNCA são nocauteados. Nós aprendemos isso na construção dos personagens de Roman Reigns e Braun Strowman. O árbitro que invadiu o combate após Mick Foley ser golpeado em algum momento não concordava com isso e simplesmente deu empate…

A WWE logo encerrou a transmissão e só nos restou aceitar e reclamar. É do jogo, as vezes esse ódio é proposital para que outros finais se tornem mais empolgantes, mas estamos no papel de questionar este que foi um final bizarro para um evento tão bom.

Agora, nos resta esperar o Evolution, e muitas defesas de cinturão em RAW e SmackDown, uma vez que o próximo PPV com presença masculina ocorre só em 17 de novembro, deixando de lado o Super Show-Down, considerado o “maior live event” da história.

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