WWE torna o Evolution uma grande celebração e atinge o objetivo

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Bastou Trish Stratus dar os primeiros passos do WWE Evolution que os fãs entenderam a intenção do evento. Mais do que um PPV, a WWE tornou a noite de 28 de outubro de 2018 uma celebração para o wrestling feminino da empresa com um show inteiramente comandado por suas atletas do presente e do passado.

Tá certo que a construção do Evolution, ao longo das últimas semanas, foi bem ruim. Ninguém chegou no domingo com grandes expectativas para as histórias que estavam envolvidas. Bem pelo contrário. O que se via entre os fãs era a alegria de ver a revolução feminina atingindo mais um grande feito, ainda que apenas Becky e Charlotte estivessem diante de uma rivalidade descente. E talvez esta falta de expectativas também tenha ajudado a tornar o evento legal.

O cenário de entrada, a crowd envolvida no projeto de homenagear as lutadoras, a luz baixa, a trilha sonora, a mesa de comentaristas, as anunciadoras, enfim, tudo foi montado de forma primorosa pela WWE para uma noite de festa.

A noite começou com a incrível sintonia entre Lita e Trish Stratus, que se mantém vivíssima. Alícia Fox não foi assim tão bem na luta, mas Mickie James conseguiu roubar a cena. Vendeu golpes sensacionais ao lado de suas ex-companheiras de WWE e deu muita energia para a luta. Vitória para o time do Hall da Fama.

Na sequência um segmento de apresentação das lutadoras para uma batalha real. Cada uma com sua música e com seus aplausos. Entravam lendas e lutadoras atuais da WWE e todas recebiam o aplauso de agradecimento do público. De início dois clichês que não poderiam faltar. Novatas falastronas (IIconics) sendo eliminadas pelas lutadoras da antiga. E estas sendo cercadas pelas lutadoras atuais.

Tamina foi a grande surpresa. Além de uma homenagem a Roman Reigns muito legal ao lado de Nia Jax, ganhou bastante destaque no combate. Rolou ainda uma pequena traição de Mandy contra Sonya Deville, normal para uma luta do tipo. No final, minha aposta Ember Moon, apesar do grande combate, sucumbiu à Nia Jax.

A final do Mae Young Classic não teria como ser ruim. Dois expoentes da nova geração em ação e uma luta sensacional entre Io Shirai e Toni Storm, apesar de curta, na minha opinião. Ambas mostraram porque são destaques no universo do PW e o motivo de estarem nesta final. Melhor para Storm que se firma como grande estrela do NXT UK.

Na luta entre Sasha, Bayley, Natalya e o Riott Squad, não havia muito em jogo. Alguns momentos legais, um errinho de Sasha, mas luta justa para homenagear as atletas em questão, vitória do Team Hugger.

Kairi Sane acabou sendo derrotada por Shayna Baszler. E a luta teve um propósito claro. Introduziu Jessamyn Duke e Marina Shafir como um time, ao lado de Baszler. Em algum momento elas vão se unir a Ronda Rousey e reviver o Four Horsewomen do MMA.

Becky Lynch e Charlotte chegaram para roubar o show. Nada se compara a esta luta. Tivemos cadeiras, escadas, mesas, luta na crowd, spear, powerbomb estourando uma mesa e vitória para a campeã. Foi sensacional. Certamente o Evolution conseguiu emplacar uma das maiores lutas da história da empresa, como certamente era o objetivo. E o melhor de tudo… dentro de um roteiro bem trabalhado, algo incomum para a WWE ultimamente.

Por fim, havia curiosidade sobre a luta entre Ronda e Nikki Bella. O que vimos foi uma continuidade no processo de crescimento da ex-campeã do UFC, uma tentativa da WWE valorizar as irmãs Bellas com alguns momentos de superioridade para Nikki, mas vitória, óbvia, para Ronda.

Como um todo, retomo o que escrevi na introdução. Acho que o evento cumpriu seu papel de homenagear a divisão feminina da WWE. Fora lutas muito movimentadas, com Becky e Charlotte em destaque. Se fica alguma crítica, vai para a promoção do Crown Jewel, feita com claro constrangimento ao longo do programa. Mas, isso se tornou muito pequeno perto da grande noite que tivemos.

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