A WrestleMania 35 e o palco dos imortais

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“No palco dos imortais você tem a chance de viver para sempre”

Com essa frase, traduzida de forma não literal, a WrestleMania 35 foi ao ar neste domingo (7) e cumpriu tudo aquilo que prometeu. Muitos nomes, momentos e histórias deste evento vão certamente integrar os “livros de história” da WWE, com destaque para Kofi Kingston, Seth Rollins e Becky Lynch é claro, mas com momentos muito legais envolvendo John Cena, Curt Hawkins, IIconics entre outros.

O kickoff da WrestleMania viu a zebra andar solta. De cara o campeão Murphy perdeu seu cinturão para Tony Nese. Uma luta de bom nível e mostrando a importância do 205 Live para a WWE. Já Carmella se utilizou da velha malandragem de se esconder fora do ringue para superar Sarah Logan e vencer a batalha real feminina. Destaque para os bons momentos de Dana Brooke e Kairi Sane, além de Asuka.

No masculino a coisa foi um pouco mais lógica. Braun limpou o ringue. Confesso que não gostei do final, por não acompanhar o Saturday Night Live e não conhecer os atores que ficaram para o final da luta.

A maior surpresa veio mesmo com Curt Hawkins e Zack Ryder superando o Revival e levando o cinturão. Aqui a WWE se utilizou de uma licença poética para colocar um lutador com a maior streak de derrotas da história da empresa para lutar por um título… e ganhar. A lógica não existe, mas confesso que gostei. Me preocupa o futuro de Hawkins sem o seu personagem “perdedor”.

A WrestleMania propriamente dita começou BURN IT DOWN. Já fomos surpreendidos de cara por esta luta ser escolhida como abertura. Achei que era um sinal de que Lesnar levaria e a gente teria tempo de digerir a raiva. Pelo contrário. Apesar do massacre antes do sino tocar, Seth ressurgiu das cinzas e nos apresentou a STOMP CITY para levar o título universal pra casa. Resultado e luta sensacionais.

Em uma luta boa, mas sem grandes destaques, AJ Styles superou Randy Orton. No combate das duplas do SmackDown, não havia chance de embate ruim. A experiência dos Usos, Sheamus, Cesaro, Rusev e Nakamura aliadas à juventude de Black e Ricochet fizeram um segmento bem movimentado. Após uma sequência de especiais, os Usos mantiveram seus cinturões.

Shane e Miz fizeram uma luta insana. Após Shane bater em George Mizanin, seu filho ENLOUQUECEU e destruiu o McMahoon com tudo que viu pela frente, inclusive a mesa dos comentaristas brasileiros. Depois disso, os dois VOARAM de uma estrutura bem alta e Shane venceu por ter morrido por cima de Miz. O combate foi absolutamente sensacional.

Em um novo resultado surpreendente, Bayley e Sasha Banks deixaram de ser as campeãs de duplas. O combate foi bem legal e movimentado com grande destaque para o retorno de Beth Phoenix. Foi dela, inclusive o golpe final em Bayley. A dupla australiana, porem, agiu rápido para tirar Beth do ringue e fazer a contagem.

KOFI MANIA É REAL!

Em uma das lutas mais aguardadas da noite, Kofi Kingston e Daniel Bryan entregaram tudo que se esperava do combate. Com MUITA emoção e sequências sensacionais, Kofi saiu vencedor e levou 100% dos fãs às lágrimas, em um dos maiores momentos da história da WWE.

A WrestleMania seguiu com uma curtíssima luta entre Samoa Joe e Rey Mysterio. Tempo apenas para um 619 e um Coquina Clutch para Joe seguir campeão. A luta provavelmente foi encurtada por conta da lesão recente de Mysterio.

Roman veio ao ringue e fez uma luta sólida contra Drew. Naturalmente, pela falta de coisas envolvidas, o combate foi curto e sem maiores emoções. Vitória para Roman e um grande momento para ele que lutou pela vida neste ano.

WORD. LIFE.

John Cena voltou aos velhos tempos e interrompeu a promo de Elias, que tocava todos os instrumentos possíveis ao mesmo tempo. Para delírio do Metlife Stadium, Cena dominou o microfone e deixou o violeiro no chão. Veremos mais do “velho Cena” em breve? Tomara.

O combate entre Triple H e Batista também foi bem insano, com requintes de crueldade por parte dos dois. Com um ritmo mais lento, é claro, teve até piercing sendo arrancado com alicate. Acho que isso resume. Bom demais ver essas duas lendas em ação e de quebra uma visita de Ric Flair.

Obviamente a WWE não acertaria 100%. A vitória de Baron Corbin não faz absolutamente nenhum sentido e me parece um desrespeito com Kurt Angle. Mas, fica nosso agradecimento ao Kurt e tudo que ele deixou no ringue por nós.

O demônio Balor derrotou Lashley e retomou seu cinturão. Foi aí que chegamos ao evento principal.

Charlotte veio de helicóptero, Joan Jett apresentou Ronda e Becky chegou mais na humildade. Tudo bem, pois no final o ouro ficou todo com ela. Combate muito movimentado, com a vitória quase saindo para cada uma das lutadoras até que Becky reverteu um golpe de Ronda e se imortalizou no maior palco do mundo.

Em resumo, a WWE nos entregou uma WrestleMania épica. Nossos ídolos foram bem tratados (fora o Kurt) e, apesar das críticas quanto às construções de boa parte das rivalidades, o que se viu no ringue certamente vai ficar na nossa memória.

Seth, Kofi e Becky, bem-vindos à história.

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